ITAPETINGA: Crise na indústria de calçados afeta a economia
Em concorrência com os sapatos Chineses, fábrica reduziu produção.
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| Azaléia |
A ameaça de novas demissões na fábrica da Azaléia mobilizou a sociedade de Itapetinga nas últimas semanas. A fábrica é um dos maiores empregadores do município. Na sessão especial que aconteceu na Câmara de Vereadores, foram discutidos o problema e as propostas para a manutenção da empresa na região.
A fábrica emprega 17 mil pessoas nas unidades instaladas na região. De dezembro de 2010 até hoje foram quase três mil demissões e o reflexo já aparece na economia do município. As vendas no crediário caíram em 20% e a taxa de inadimplência subiu 8%.
“Porque o comércio sofre, a sociedade sofre principalmente com o comércio local que vive basicamente do emprego e da indústria, onde o maior número de empregados está na indústria”, explica o presidente da Câmara de Dirigentes e Lojistas, Oniel Brandão.
Uma das alternativas encontradas foi a solicitação de empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social- BNDES.
O gerente geral da Vulcabrás, Azaléia/Bahia, Adair Souza deixou claro. O empréstimo de R$ 64 milhões vindo do Banco Nacional de Desenvolvimento ameniza a situação de desemprego no município, mas não resolve o problema.
“O problema continua sendo o sapato asiático que entra e deixa com que o sapato produzido no Brasil seja menos competitivo”, diz o gerente geral a Azaléia na Bahia, Adair Souza.









